Marca-passo de Isabelly deve chegar dia 26
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Vítor Ogawa<br> Reportagem Local 
Londrina - A luta para que o bebê Isabelly Vitória Pardim de Deus Mello, de um ano e quatro meses, consiga um marca-passo diafragmático para superar os problemas causados por uma lesão em um dos pulmões parece não ter fim. O prazo de 48 horas para fornecer um marca-passo diafragmático à menina, determinado pelo despacho da juíza Maria Lúcia de Paula Espíndola, da 2ª Vara de Infância e Juventude de Curitiba e publicado na última quinta-feira (15), expirou e o equipamento não chegou ao hospital.
Segundo informações do Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba, o aparelho foi adquirido e deverá chegar ao hospital no dia 25 ou dia 26. A criança esteve ameaçada por várias vezes de perder a vaga no HC e ser removida para um hospital primário em Londrina, mas o anúncio de que o equipamento chegará nos próximos dias fez com que a direção do hospital decidisse pela alta somente depois que o marca-passo fosse implantado.
A menina foi internada em dezembro de 2013 com imunodeficiência primária medular, que impedia que o organismo dela produzisse anticorpos e mecanismos de defesa contra outras patologias. Isabelly passou alguns meses sendo tratada no Hospital Infantil de Londrina, e só foi transferida para o Hospital das Clínicas da capital em junho de 2014, também por conta de uma decisão da Justiça.
No HC, a criança recebeu a medula da mãe e deu início a uma recuperação significativa. No entanto a lesão no pulmão impede que a pequena respire normalmente, por isso a necessidade do marca-passo, que é uma espécie de respirador artificial, essencial para que Isabelly continue vivendo.
O respirador artificial custa R$ 500 mil e a família da criança contou com a ajuda de um advogado, que entrou na Justiça pedindo para que o Governo do Paraná forneça o marca-passo ao bebê, já que não possui condições de custear a compra e a cirurgia para a implantação do equipamento. Em novembro passado, a 2ª Vara da Fazenda Pública de Londrina já havia determinado, por meio de liminar, a compra do marca-passo diafragmático pelo Governo do Estado.
O prazo venceu no dia 12 de dezembro sem ser cumprido pelo poder público, porque o Governo do Estado entregou o equipamento disponível para outra criança, alegando que Isabelly ainda não estava apta a realizar o procedimento cirúrgico. Uma nota emitida pela Secretaria Estadual de Saúde na época explicou que Isabelly precisava estar estabilizada para a cirurgia, segundo a equipe médica, visto que ela havia recebido transplante de medula recentemente. A família e a 2ª Vara de Infância e Juventude de Curitiba contestam o argumento.
A Secretaria de Estado de Saúde expôs que a decisão por atender a outra criança foi baseada em "ato médico". "A paciente em questão já tinha todos os exames realizados e estava apta a realizar a cirurgia, que havia sido previamente marcada, antes mesmo da demanda judicial em favor de I.V.", completou. Ainda conforme a Sesa, o marca-passo foi fornecido a uma equipe médica vinda de São Paulo e a cirurgia realizada na última semana de novembro, no Hospital Pequeno Príncipe.
Além da batalha judicial, a família segue solicitando doações de fraldas e remédios para a criança. Os interessados em ajudar podem entrar em contato pela página do Facebook fb.com/ajudeisabelly ou pelos telefones (43) 9636-9371 ou (43) 9673-7307. (Com Equipe Bonde)


