Tóquio - Um planeta povoado de robôs superinteligentes é um futuro fascinante e assustador. O futuro não está em robôs que fazem tudo. Fabricantes e especialistas em robótica acreditam que haverá uma disseminação de sensores individuais para realizar determinadas tarefas na casa. Por exemplo, um sensor que acende a luz automaticamente quando se entra em um ambiente, outro que fecha a cortina quando anoitece ou uma prateleira que desce para as pessoas conseguirem alcançar.
  Segundo o estudioso de robótica Hans Moravec, da Carnegie Mellon University, os robôs vão passar por quatro estágios de evolução. Hoje, os robôs tem inteligência semelhante à de um lagarto. Em 2020, terão a inteligência de um rato e serão capazes de aprender tarefas e adaptar seus programas para executá-las com mais eficiência. Em 2030, os robôs serão tão inteligentes quanto macacos. Eles terão uma noção do que são os objetos e para que servem. Saberão, por exemplo, o que é um ovo e por que ele precisa ser manuseado com delicadeza. E, em 2040, para Moravec, os robôs vão se aproximar da inteligência humana, usando pensamento criativo e atingindo um raciocínio superior ao humano.
  Esse futuro remete à obra do autor checo Karel Capek, o pioneiro dos robôs na ficção científica. A palavra robô vem do checo ‘‘robota’’, que significa trabalho maçante ou escravo. Em 1920, na peça ‘‘Os Robôs Universais de Rossum’’, Capek usou a palavra ‘‘robota’’ pela primeira vez para descrever trabalhadores mecânicos inventados por um cientista. Na peça, os robôs são inventados para fazer tarefas repetitivas, mas acabam sendo utilizados em guerras e se voltam contra os humanos. Nos anos 50, Isaac Asimov, autor de ‘‘Eu, Robô’’, continuou alimentando o fascínio e o medo que os robôs despertam. A obra, adaptada, está nas telas dos cinemas.(AE)

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