Mappin-Mesbla negociam empréstimo com ajuda de funcionários
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terça-feira, 18 de maio de 1999
Por Milton F.da Rocha Filho e Carla Franco 
São Paulo, 19 (AE) - A Mesbla e o Mappin, do Grupo Ricardo Mansur, negociam empréstimo de R$ 102 milhões, informou hoje o executivo responsável pela reestruturação das duas companhias, José Paulo Amaral. O plano do grupo é obter recursos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil, fundos de pensão dos funcionários do BC (Centrus) e Caixa Econômica Federal (Funcef), Bradesco e GE Capital.
O Bradesco e a GE Capital já aceitaram a proposta, segundo Amaral, mas ainda falta conseguir a adesão dos bancos oficiais e fundos. Para isso, o o grupo contará com o apoio dos próprios funcionários, diretamente interessados na manutenção dos negócios - e dos 9 mil empregos. O apelo social será usado para sensibilizar o governo.
Uma comissão foi oficializada hoje em São Paulo, e deve tentar um contato na próxima semana com os ministros do Trabalho
Francisco Dornelles, e do Desenvolvimento, Celso Lafer. Conforme Amaral, a idéia é demonstrar ao governo que, além dos 9 mil empregos, as empresas representam o sustento de outras 18 mil pessoas e mais 3 mil fornecedores.
Segundo o coordenador da comissão, Abramo Nicola Battilana, os funcionários vêem urgência nestes encontros e acreditam na liberação rápida dos empréstimos pleiteados. Amaral e Nicola explicam que cada instituição contribuiria com R$ 17 milhões e os recursos serão aplicados em capital de giro e manutenção da operação das 47 lojas, além da preparação das duas empresas para o processo de venda.
Amaral relatou que as últimas medidas adotadas pelas empresas resultaram em uma economia de R$ 15 milhões. Ele confirmou a volta do centro de administração do Mappin para a Praça Ramos de Azevedo, saindo da avenida Faria Lima, "de onde nunca deveria ter saído".


