Mappin deixa de quitar débitos com credores que pedem falência
São Paulo, 30 (AE) - Desde o dia 25, quando o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Crefisul, que tinha Ricardo Mansur como acionista majoritário, o Mappin, também por ele controlado, abandonou a prática de pagar imediatamente seus credores à medida que requeriam na Justiça a falência da empresa.
Desde aquela data, 31 pedidos de falência, somando créditos de R$ 859,2 mil, deram entrada e deixaram de ser sobrestados, sendo publicados no Diário Oficial. Anteriormente 71 pedidos de falência do Mappin, desde o dia 18 de fevereiro, haviam sido abortados mediante depósitos em Juízo.
Advogados falencistas que conhecem a situação do Mappin acreditam que a empresa não pode pleitear os benefícios da concordata preventiva. Isso porque a lei exige para a concessão do favor legal que os passivos quirografários, isto é, sem garantia real, correspondentes aos créditos dos fornecedores sejam equivalentes a no mínimo 50% do ativo da empresa. A lei não ampara os passivos com garantia real (hipotecas e outros) que caracterizam os empréstimos obtidos em bancos.
Ignora-se o quanto o Mappin deve aos bancos. Sabe-se, porém, que as dívidas do Mappin para com os seus fornecedores são irrisórias. É a empresa trabalha no "regime de caixa". Recebe as mercadorias dos fornecedores em consignação e fatura na medida em que são vendidas.
O Mappin tem ativo suficiente que pode ser transformado em dinheiro para enfrentar a crise de liquidez. Também a Mesbla, empresa do mesmo grupo, já acumula um total de 86 pedidos de falência. A grande maioria foi paga. Somente os requerimentos de quebra formulados a partir do dia 25 não foram pagos.





