MAPEAMENTO - 87% dos abrigados no País têm família
De cada oito crianças e adolescentes que hoje estão em abrigos no Brasil, sete possuem família. É o que revela mapeamento feito pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O estudo foi feito com base na inspeção de 86% das entidades que abrigam esses menores de 18 anos. E aponta ainda que, apesar disso, 77% dos 45 mil abrigados não receberam visita dos pais nos últimos dois meses.
Outro problema é que um terço está nas instituições há mais de dois anos, limite máximo estabelecido por lei.
Em Londrina, a realidade das quatro entidades que atendem 156 crianças e adolescentes não é diferente. "A maioria tem família realmente, às vezes se não tem a mãe ou o pai, mas há um tio, uma tia, os avós. E o nosso trabalho é para reinserir essa criança no convívio familiar", explica Regina Célia Almeida, presidente da Casa de Maria, que atende 36 adolescentes em três abrigos.
Apesar de parte dos abrigados ter família, o retorno ao lar nem sempre é fácil e por isso o processo se torna demorado. "Se a criança chegou ao abrigo é porque todas as outras ações falharam", relata a coordenadora Lídia da Conceição Loback, do Núcleo Social e Evangélico de Londrina (Nuselon), entidade que abriga 42 crianças e adolescentes em quatro unidades.
● Vítimas de um contexto familiar complicado, as crianças menores não querem ir embora, pois são bem tratadas, e os mais velhos querem sair, por causa
das regras e horários
● Negligência dos pais associada ao uso de drogas ou álcool é a principal causa de abandono
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





