Washington, 29 (AE-DOW JONES) - A ótima fase da economia norte-americana deu hoje sinais de que continua, com a divulgação dos dados do custo de mão-de-obra nos Estados Unidos em abril. Os custos subiram apenas 0,4%, quando era esperado aumento de no mínimo 0,8%.
Ou seja, a economia está em seu nono ano de expansão, com pressão inflacioária baixíssima. Esse é um dos indicadores mais observados por Alan Greenspan, o presidente do Federal Reserve, no momento de decidir qualquer alteração nos juros, segundo os analistas.
Os preços dos títulos do Tesouro dos EUA subiram, após a divulgação dos dados. O juros dos T-Bonds de 30 anos caíram 6 pontos-base para 5,52%. De acordo com analistas novaiorquinos, os dados mostraram que as pressões inflacionárias continuam baixas, diminuindo a probabilidade de o Fed elevar as taxas de juros.
"Foi uma continuação do que temos visto nos últimos meses: crescimento doméstico robusto, sem ameaças inflacionárias que forcem o Fed a entrar em ação", disse um operador.
As vendas de residências novas subiram inesperadamente em março, uma vez que o crescimento nas atividades no oeste do país mais que superou a queda no resto dos Estados Unidos.
De acordo com o Departamento de Comércio, as vendas de residências novas subiram 2,1% em março, para a média sazonalmente ajustada de 909 mil. Analistas esperavam queda de 0 6% nas vendas em março. Em fevereiro, as vendas caíram 2,0%.
Os pedidos de auxílio-desemprego caíram 20 mil para o nível sazonalmente ajustado de 294 mil pedidos. O número ficou acima da previsão média de 11 economistas consultados, que era de queda de 4 mil pedidos para o nível de 310 mil.
Empresas - Os lucros da maior parte das 500 companhias que compõem o Índice Standard & Poors ficaram 5% acima das expectativas dos analistas, de acordo com a First Call Corp. Das 500 companhias, 418 ou 84% já divulgaram seus resultados para primeiro trimestre.
Segundo a First Call, 146 empresas (35%) anunciaram resultado positivo que surpreendeu, ou seja, no mínimo 5% acima das expectativas; 135 companhias (32%) divulgaram números positivos, até 5% acima do esperado; 83 empresas (20%) apresentaram resultado dentro de esperado; 23 empresas (6%) anuciaram resultado negativo, até 5% abaixo do esperado; e 31 companhias (7%) divulgaram resultado negativo surpreendente, no mínimo 5% inferior ao previsto.
Diversas companhias dos Estados Unidas e européias anunciaram lucros hoje. A MCI WorldCom, cujo resultado líquido no primeiro trimestre quadriplicou para US$ 709 milhões. A Amazon.com divulgou prejuízo acima do esperado e suas ações chegaram a cair 15%.
Empresas européias, como a Hoechst, Rhone-Poulenc, Basf e Deutsche Lufthansa também anunciaram hoje os resultados do primeiro trimestre, todos mais negativos do que o esperado.

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