Manutenção do nepotismo cria mal estar no Paraná
Manutenção do nepotismo
cria mal estar no Paraná
A votação da Câmara dos Deputados do texto da Reforma do Judiciário realizada esta semana, que acabou rejeitando a proibição do nepotismo (contratação de parentes para cargos públicos), foi mal recebida pela comunidade jurídica do Paraná. A seção paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR) manifestou sua contrariedade com a decisão.
O diretor secretário-geral da entidade, José Hipólito Xavier da Silva, informou que com esta postura a Câmara dos Deputados oficializa a contratação de parentes para o preenchimento de cargos públicos, que na avaliação da entidade é imoral.
A proposta da relatora da reforma, deputada Zulaiê Cobra(PSDB-SP), previa o fim do nepotismo nas administrações federais, estaduais e municipais. Entretando, como os 308 votos necessários para aprovar a proposta não foram alcançados, continua vigorando a situação atual. Isso beneficiou diretamente quase 35% dos deputados da Câmara que exercem esta prática.
O presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho da IX Região (Amatra IX), Reginaldo Melhado afirmou que com a decisão os deputados voltaram a mostrar as suas garras. Para o magistrado, a decisão foi uma vitória da corrupção, que aponta para que tipo de reforma, conservadora, que os deputados pretendem realizar sobre o Poder Judiciário.
Uma opinião favorável sobre a votação foi manifestada pelo presidente da Associação dos Magistrados do Paraná (AMP), Jorge Massad. Para o dirigente, proibir o nepotismo acabaria servindo para discriminar pessoas que têm parentesco com funcionários públicos, e tem competência para serem nomeados para cargos de confiança.





