Manutenção de linhões exige perícia
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sexta-feira, 25 de abril de 1997
Redação 
Ney de SouzaPara garantir o abastecimento de energia, técnicos trabalham no ar, com auxílio de um helicóptero; reparos aéreos eliminam necessidade de corte de energiaEm casa, televisão, chuveiro, rádio e ferro estão ligados. Na empresa, máquinas e computadores funcionando. A eletricidade é o motor da vida moderna e se tornou impossível viver sem ela hoje em dia. Mas até chegar em nossa casa, a energia elétrica percorre um longo caminho, que pode chegar a centenas de quilômetros.
Da subestação de Furnas em Foz do Iguaçu, a maior do mundo, sai a energia que abastece 28% do País. Oito linhas conduzem a energia. Cada uma tem um potencial de 2.500 megawatts, o suficiente para abastecer uma cidade de 4 milhões de habitantes ou o Paraguai inteiro.
Torres e linhões ao ar livre exigem dos técnicos muitos cuidados. Reparos e trabalhos de manutenção são feitos com frequência. Mas, para chegar perto das linhas, que ficam no mínimo a 30 metros do chão, é preciso subir até elas. Nesses casos, Furnas utiliza um helicóptero.
Muita habilidadeNo helicóptero, só viajam o piloto e o técnico responsável pelo serviço. Por um rádio-transmissor, todas as informações são repassadas à central. Se o técnico verifica algum problema ou um equipamento que precisa de reparos, avisa imediamente os coordenadores do trabalho e uma equipe é enviada até o local, explica o chefe do departamento de produção de Furnas, José Maurício Zaroni.
Do helicóptero é possível detectar problemas como erosão na faixa dos linhões, além de isoladores, cabos condutores e pára-raios danificados. Muitos materiais são destruídos por vândalos.
A inspeção aérea nas linhas de Furnas é realizada, geralmente, uma vez por ano. O programa é dividido em dois planos de trabalho. O plano número 1 vai de Foz do Iguaçu a Mogi das Cruzes (SP). O plano 2 compreende as linhas de outras regiões do País.
Furnas é a segunda maior estatal do Brasil e só perde para a Petrobrás. Além das substações de transmissão, a empresa tem seis usinas hidrelétricas, três termoelétricas e uma nuclear.
Como o trabalho é muito cansativo, a cada três horas o técnico que faz a inspeção é substituído por outro. O piloto tem que ter muita habilidade e voar devagar, no máximo a 15 metros da linha. Qualquer erro pode ser fatal.


