BRASÍLIA - A principal reivindicação das polícias militares foi atendida pelo projeto aprovado ontem na Câmara: a manutenção do IPM (inquérito policial militar).
A afirmação é do coronel Mauro Brambilla, presidente do Clube de Oficiais da PM do Distrito Federal. ‘‘Nosso maior receio era que os inquéritos passassem a ser realizados pela Polícia Civil. Isso poderia interferir na nossa estrutura administrativa’’, afirmou.
Segundo ele, no Distrito Federal a relação entre as polícias é boa, mas, em diversos lugares do País, esse relacionamento é complicado. ‘‘A mudança poderia acirrar alguns ânimos’’, completou.
A obrigatoriedade da fiscalização dos inquéritos policiais militares pelo Ministério Público foi considerada positiva pelo coronel.
‘‘Quem não deve não teme. Além disso, na minha opinião, o Ministério Público deve mesmo ser fortalecido’’, afirmou.
Ele disse que, se os inquéritos fossem conduzidos exclusivamente pelo Ministério Público, não haveria nenhuma objeção por parte da Polícia Militar. Sobre a manutenção de crimes como extorsão e peculato no âmbito da Justiça Militar, Brambilla disse que esses tribunais julgam esses crimes com mais rigor do que a Justiça comum.
‘‘Os crimes que dizem respeito à dignidade e à honra não são admitidos nos meios militares e têm sido punidos com rigor’’, afirmou.

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