Brasília, DF- O ministro da Educação, Tarso Genro, anunciou ontem a prorrogação da moratória para abertura de novos cursos de medicina por mais 60 dias. A decisão, anunciada durante reunião do Conselho Nacional de Saúde, atende a um pedido feito por representantes de entidades de classe, entre elas o Conselho Federal de Medicina e a Associação Médica Brasileira.''Não se trata de preconceito contra ensino privado ou uma atitude que coíbe a instalação de novos cursos'', afirmou o ministro.''Mas de um novo modelo de regulação das instituições de ensino'', emendou.
Para o ministro, é indispensável que a concessão do registro seja precedida de uma avaliação bem-feita, que leve em conta principalmente o interesse público. Atualmente, porém, não existem critérios claros para realizar tal avaliação.
A suspensão dos registros para novos cursos da área de saúde havia sido determinada ano passado. Ontem, no ministério, há 617 pedidos de novos cursos aguardando avaliação. Depois da moratória, um estudo foi iniciado para definir critérios que devem ser observados para a concessão de registros. O trabalho, agora em fase de conclusão, revela a necessidade de se avaliar o perfil da população, a quantidade de médicos existentes.
''Nos últimos anos, assistimos a uma explosão do cursos da área de saúde, a grande maioria sem nenhuma estrutura, que formam profissionais de péssima qualidade'', afirmou o presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Eleuses de Paiva.
Entre 1996 e 2003 foram abertos 37 cursos de medicina, sete deles no Estado de São Paulo.

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