O calor do verão faz com que as pessoas precisem ingerir mais líquido, sob o risco de desidratação. Esta não é nenhuma novidade. Beber bastante água é uma recomendação que faz bem ao organismo em todos os sentidos, e beneficia principalmente o funcionamento dos intestinos, ajudando a evitar a constipação intestinal popularmente conhecida como prisão de ventre.
O mesmo ocorre com a alimentação. Fazer refeições mais leves, comendo mais frutas, verduras, legumes e cereais, ajuda a evitar a sensação de ''peso'' no estômago (que é agravada pela alta temperatura ambiente) e também auxilia o intestino a funcionar melhor. ''As fibras presentes nesses alimentos liberam substâncias que estimulam o funcionamento do intestino e aumentam o volume do bolo fecal'', explica o gastroenterologista Ricardo Nakamura.
A constipação intestinal, popularmente conhecida como prisão de ventre, é um problema que tem causas diversas, a maioria relacionada à falta de hábitos saudáveis, como sedentarismo, alimentação pobre em fibras e pouca ingestão de líquido. ''Regular o intestino requer uma alimentação balanceada e a ingestão de bastante líquido, em especial água e sucos naturais, principalmente nesses dias quentes de verão, em que a pessoa perde bastante líquido através da transpiração'', ressalta.
Essas medidas podem proporcionar inclusive a perda de peso, já que as fibras têm poucas calorias e mantêm por mais tempo a sensação de saciedade o que pode levar a pessoa a comer menos.
Outra medida contra o problema é respeitar os sinais do próprio corpo. Pouca gente sabe, mas segurar a vontade de ir ao banheiro também leva o intestino a ficar ''preguiçoso'' com o tempo. ''É importante respeitar o reflexo gastrocólico, que é a vontade de ir ao banheiro pouco tempo depois de comer'', explica.
Segundo Nakamura, reeducar o intestino também é uma forma eficaz de fazer com que o intestino funcione regularmente. Para tanto, a pessoa deve ir ao banheiro todos os dias no mesmo horário, de preferência cerca de 30 minutos depois de uma refeição. Por mais que ela não consiga defecar nos primeiros dias, o hábito faz com que se crie uma rotina, ensinando o intestino a funcionar sempre no mesmo horário.
Apesar de produzir resultados rápidos, o uso de laxantes sem prescrição médica não é recomendado de forma alguma. ''Tentar remediar o problema através de laxantes, sem descobrir a causa, pode adiar o diagnóstico de um problema mais grave'', alerta o gastroenterologista. Além disso, Nakamura ressalta que com o uso frequente, o intestino pode acabar viciando no produto, que passa a ter cada vez menos eficácia, exigindo a ingestão de doses cada vez maiores.
A prática de exercícios físicos regulares é outra recomendação para quem sofre com o problema. De acordo com o médico, a atividade física estimula as ondas peristálticas intestinais, ajudando o órgão a funcionar melhor.

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