São Paulo - Integrantes do Ministério Público, federal e estaduais, aderiram ao manifesto de apoio ao anteprojeto Escola Sem Partido. Ao menos 221 procuradores e promotores de Justiça assinaram uma nota técnica, lançada na sexta-feira (9), que defende a constitucionalidade da proposta que, entre outras coisas, repudia "professores militantes e ativistas".

Segundo a Nota Técnica intitulada "Escola Sem Partido", "as famílias são lesadas quando a autoridade moral dos pais é solapada por professores que se julgam no direito de dizer aos filhos dos outros o que é certo e o que é errado". "Os estudantes são lesados quando professores militantes e ativistas se aproveitam de sua audiência cativa para tentar transformá-los em réplicas ideológicas de si mesmos".

Os promotores e os procuradores afirmam que estão "em defesa do Estado Democrático de Direito".
A votação do projeto denominado Escola sem Partido voltou a ser adiada, na quarta-feira (7), na comissão especial onde tramita na Câmara dos Deputados. O debate poderá ser retomado na próxima semana.

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