Manifestantes vão às ruas da Espanha contra violência racial
Madri, 11 (AE-AP) - Centenas de imigrantes reuniram-se nesta sexta-feira (11) para rezar em frente a uma delegacia de polícia da cidade de El Ejido, no sul da Espanha, enquanto centenas de pessoas protestaram em pelo menos outras oito cidades contra a onda de violência contra imigrantes marroquinos.
Exibindo faixas nas quais era possível ler "Vida sem racismo", cerca de 300 pessoas saíram às ruas de Almeria, nas proximidades da conturbada El Ejido, apesar da proibição da prefeitura ao protesto por temer atos de violência.
Os manifestantes, acompanhados de perto pela polícia antidistúrbio, dispersaram calmamente meia hora após o início da demonstração.
Na cidade nortista de Pamplona, cerca de 200 pessoas reuniram-se sob a faixa "SOS Racismo" para pedir maior flexibilidade nas leis imigratórias, informou a agência de notícias Europa Press.
"Os imigrantes não são a causa do problema, mas sim suas vítimas", disse a organizadora Mirella Perea aos manifestantes.
Centenas de marroquinos ajoelharam-se em frente a uma delegacia de polícia de El Ejido para pedir maior proteção policial enquanto líderes sindicais e grupos anti-racismo organizavam pequenos protestos em muitas outras cidades.
O mais recente episódio da violência racial foi iniciado sexta-feira passada em El Ejido, cidade de cerca de 52.000 habitantes, quando um imigrante marroquino com distúrbios mentais foi preso em conexão com o assassinato de uma mulher espanhola de 26 anos.
Centenas de moradores saíram à caça de marroquinos e outros imigrantes africanos nas ruas após o crime, destruindo e queimando seus bens e atacando uma mesquita.
Ainda hoje, uma corte local decretou a prisão preventiva de 23 pessoas detidas após os atos de vandalismo. Os 12 imigrantes norte-africanos e 11 cidadãos espanhóis aguardarão presos o julgamento.





