Além de exigir soluções para os problemas internos, os paraguaios também protestaram ontem contra o início das obras de reforma da Ponte da Amizade. Os trabalhos no local começaram anteontem. Os paraguaios temem o afastamento dos sacoleiros quando a ligação entre o Brasil e o Paraguai funcionar em meia pista, resultando em mais congestionamentos. O bloqueio parcial da via deve acontecer no dia 15.

Diariamente, 19,2 mil veículos e 15 mil pedestres cruzam a fronteira. Esta é a primeira grande reforma da Ponte da Amizade, inaugurada em 1965.

O presidente da Câmara Municipal de Ciudad del Este, Pedro Farias, sugeriu que as obras fossem realizadas em janeiro ou fevereiro quando o fluxo de compristas é menor. ''Enfrentamos sucessivas crises e agora, com a possibilidade das vendas aquecerem, as obras podem atrapalhar tudo'', comentou o vereador.

Para tentar contornar os transtornos, a Prefeitura de Foz do Iguaçu vai reativar um antigo porto no Rio Paraná, desativado há mais de 30 anos. A balsa deve fazer a travessia de quase mil veículos, desafogando parte do tráfego sobre a ponte. A passagem alternativa depende de liberação da Receita Federal e do asfaltamento do acesso até a barranca. (A.P.)

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