Manifestantes protestam contra nova tarifa
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sexta-feira, 17 de abril de 2015
Antoniele Luciano<br> Reportagem Local
Londrina Dezenas de pessoas se reuniram ontem no centro de Londrina para protestar contra o novo aumento da tarifa do transporte coletivo no município. A passagem, que já tinha subido de R$ 2,65 para R$ 2,95 em janeiro, passou a custar R$ 3,25 a partir de ontem. Já a tarifa do Psiu subiu de R$ 3,90 para R$ 4,25. A manifestação contra a medida ocorreu nas imediações do Terminal Urbano da Rua Benjamin Constant. Houve entrega de panfletos e um ato rápido de bloqueio da saída dos ônibus no local.
A nova elevação no valor da tarifa foi estabelecida depois de uma decisão judicial favorável às empresas que operam o sistema na cidade. As concessionárias reivindicavam na ação a inclusão de 7,5% de lucratividade nas planilhas de custo do serviço. O descumprimento da decisão implica em R$ 30 mil de multa por dia à Prefeitura.
Entre os manifestantes, a situação é vista como absurda. "É um valor abusivo R$ 3,25. O próprio salário mínimo é um salário de fome, não sobe desse jeito", comentou uma das integrantes do Comitê pelo Passe Livre de Londrina, Ana Rosisca. Ela sustentou que trabalhadores e estudantes do ensino técnico, universitário e de cursinhos pré-vestibulares são os mais atingidos pelo acréscimo no valor do transporte.
Usuária do sistema, a operadora de caixa Suzane de Moura também avaliou o novo preço como "salgado" e observou que o aumento tende a afastar ainda mais o público do transporte coletivo. "No preço que está, o custo de usar carro e ônibus está ficando lado a lado", disse. O encarregado de depósito Eduardo Neves de Azevedo, por sua vez, esperava que o reajuste fosse feito mais adiante. "Aumentam a tarifa mas o salário de quem trabalha com eles fica o mesmo", assinalou.
Procurado pela reportagem, o prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff, afirmou que também considera R$ 3,25 um valor caro para o serviço e que deve onerar o orçamento de famílias e empregadores. Segundo ele, a Procuradoria do município está buscando meios para reverter a situação. "Entramos com recurso em Curitiba e temos outras estratégias que vamos tomar, paralelamente, na semana que vem", pontuou. Estas ações, lembrou ele, devem ter resultado de médio prazo.