Manifestantes protestam contra FMI e Bird em Washington Da correspondente Monica Yanakiew
Washington, 11 (AE-AP) - Um frade franciscano, um monge da Índia que viveu no Brasil, e representantes de outras 40 organizações religiosas realizaram hoje uma "Via Crucis" do Congresso até as sedes do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (Bird).
A procissão, contra as políticas injustas impostas por burocratas e políticos aos povos do mundo, parou 14 vezes - uma delas diante da Casa Branca.
Em cada parada, o grupo rezou por alguém: as vítimas das políticas de ajuste do FMI, que sangram os cofres dos países pobres, ou os trabalhadores, que ganham pouco ou perderam seus empregos, em nome da eficiência que domina o comércio internacional.
Em frente às sedes das duas instituições, jornalistas que buscavam suas credenciais e curiosos assistiram à chegada do Grupo de Trabalho Religioso, carregando suas cruzes. Era apenas um de dezenas de eventos, programados para os próximos dias por uma coalizão de 400 sindicatos, organizações não-governamentais, e estudantes, que culminarão em duas grandes manifestações nos próximos dias 16 e 17.
Amanhã, a organização sindical americana AFL-CIO espera reunir 10 mil pessoas num protesto contra um acordo entre os Estados Unidos e a China, que resultará na inclusão dos chineses na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Os sindicalistas querem proteger a indústria nacional da invasão de produtos mais baratos da ásia. Mas seus argumentos - de que os EUA não podem fechar um acordo comercial com um país que viola os direitos humanos e cuja mão-de-obra trabalha praticamente de graça - têm sido ouvidos pelo Congresso, especialmente este ano, em plena campanha para as eleições presidenciais de novembro.
O presidente da Colômbia, Andrés Pastrana - que hoje se reuniu com representantes do governo americano e das organizações financeiras - também é alvo dos manifestantes.
Eles não querem que o governo americano financie os militares colombianos, no seu combate ao narcotráfico e à guerrilha. O que preocupa a polícia de Washington é a mobilização prevista para os próximos dias 16 e 17, quando milhares de pessoas pretendem cercar o FMI e o Bird, além de marchar pelas ruas da capital.





