Pequim, 08 (AE-AP) Mais de mil manifestantes furiosos atacaram a embaixada norte-americana em Pequim com pedras e blocos de concreto, quebrando janelas e danificando carros, e em seguida entrando em choque com a polícia na noite hoje (08), em um protesto contra o bombardeio da embaixada chinesa pela Otan em Belgrado.
A polícia afastou os manifestantes que tentaram destruir uma van e lançar uma bandeira dos EUA em chamas através dos portões da embaixada. Os manifestantes usavam pedaços de contreto que haviam sido deixados por trablhadores que realizavam reformas nas calçadas próximas, com a intenção de quebrar as janelas dos prédios da embaixada.
Um grupo de manifestantes tentou virar um carro, entrando em choque com policiais que haviam sido enviados ao local para tentar deter as manifestações. Diversos carros foram danificados com golpes de concreto. A rua em frente da embaixada ficaram repletas de restos de pelo menos quatro carros destruídos e pedras utilizadas para pavimentação. A polícia isolou a embaixada e forçou parte da multidão a se dispersar. O protesto foi o mais violento que o anterior, realizado no início do dia por milhares de estudantes universitários chineses.
Os estudantes marcharam em grupos até os portões da embaixada, onde gritaram slogans anti-americanos e leram comunicados de protesto. Alguns atiraram ovos, pedras e garrafas plásticas de água contra o prédio. A manifestação, que durou quase três horas parecia terminada no final da tarde, quando os manifestantes foram dispersados. Então, uma multidão formada quase que exlcusivamente por homens marchou para o local no início da noite.
Os estudantes disseram a jornalistas no local que estavam furiosos porque acreditavam que a Otan havia bombardeado o prédio da embaixada chinesa em Belgrado intencionalmente.
As manifestações ocorridas hoje foram as primeiras em grande escala realizada por estudantes desde os movimentos para a democracia de 1989, que culminaram o massacre da Praça da Paz Celestial.

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