Manifestantes fazem ato no centro de Londrina contra PEC e a favor das ocupações
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sexta-feira, 28 de outubro de 2016
Gabriela Nogueira - Redação Bonde 
Manifestantes se reuniram das 17h às 20h desta sexta-feira (28), no Calçadão de Londrina, em frente à praça Marechal Floriano Peixoto, para um Ato Unificado Contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241 e a favor das ocupações. "Seguimos pela avenida Leste-Oeste, vamos passar pelo terminal e subir para a Concha Acústica para encerrar o ato", explica a estudante L.V. do Colégio Estadual Nilo Peçanha.

Até as 19h desta sexta-feira, 980 pessoas haviam confirmado presença na página do evento no Facebook. Além dos coletivos Ação Direta, Alternativa Popular Londrina e Mobiliza Londrina, outros movimentos apoiam e presenciam o ato. Segundo eles, a intenção é unificar os grupos.
A Medida Provisória (MP) 746 e o apoio à greve dos servidores estaduais também estão entre as pautas dos manifestantes, mas o ato é focado na PEC (241) aprovada na Câmara dos Deputados na noite da última terça-feira (25). A proposta limita por 20 anos o crescimento das despesas públicas ao valor gasto no ano anterior, corrigido pela inflação. E depende ainda de discussão e votação no Senado, em dois turnos.
Os participantes do ato argumentam que a PEC vai prejudicar os investimentos em áreas sociais, principalmente da saúde e da educação."Estou aqui porque defendo as gerações futuras, porque vejo a situação da saúde e da educação pública, os gastos com esses setores já são baixos, o governo tem despesas internas e externas muito maiores do que esses gastos. A PEC só veio para abrir os olhos", afirma a secundarista C.D., de 15 anos.
Para o governo, o objetivo da proposta é reequilibrar os gastos públicos nos próximos anos e evitar uma dívida do setor.
Ocupações
Apesar das liminares de reintegração de posse expedidas aos colégios ocupados, estudantes dos colégios Hugo Simas, Newton Guimarães e Nilo Guimarães presentes no ato e ouvidas pelo Portal Bonde garantem que continuarão as manifestações contras as medidas do governo federal. "Não podemos reocupar as escolas porque seria uma desobediência civil, mas pretendemos ocupar novamente assim que o processo da liminar for encerrado", afirma a estudante V.C..
Segundo a chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Londrina, Lucia Cortez, desde a tarde desta sexta-feira todos os colégios que receberão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no município foram desocupados. Outros 11 ainda estão sob posse dos estudantes e devem ser reintegrados em breve. Confira a lista:
Escolas que já foram desocupadas (19):
*- Instituto de Educação Estadual de Londrina (IEEL)
*- Colégio Estadual Vicente Rijo
*- Colégio Estadual Marcelino Champagnat
*- Colégio Estadual Hugo Simas
*- Colégio Estadual Professora Maria José Aguilera
*- Colégio Estadual Maria do Rosário Castaldi
*- Colégio Estadual Professor Ubedulha de Oliveira
*- Colégio Estadual Benjamin Constant
*- Colégio Estadual Olympia Morais Tormenta
*- Colégio Estadual Antônio de Moraes Barros
*- Colégio Estadual Polivalente
*- Colégio Estadual Barão do Rio Branco
*- Colégio Estadual Professora Lúcia Barros Lisboa
*- Colégio Estadual Professor Newton Guimarães
*- Colégio Estadual Professora Roseli Piotto Roehrig
*- Colégio Estadual Padre Wistremundo Roberto Perez Garcia
- Colégio Estadual Albino Feijó
- Colégio Estadual Dário Vellozo (espontaneamente)
- Colégio Estadual Willie Davids (espontaneamente)
*- locais de aplicação do Enem 2016
Escolas ocupadas (11):
- Colégio Estadual Professora Adélia Dionísio Barbosa
- Colégio Estadual Professora Célia Moraes de Oliveira
- Colégio Estadual Professora Cléia Godoy Fabrini Silva
- Colégio Estadual de Guaravera
- Colégio Estadual Doutor Gabriel Carneiro Martins
- Colégio Estadual Professora Margarida de Barros Lisboa
- Colégio Estadual Nilo Peçanha
- Colégio Estadual Nossa Senhora de Lourdes
- Colégio Estadual José de Ancheita
- Colégio Estadual Professora Vani Ruiz Viessi
- Colégio de Aplicação Pedagógica da UEL
De acordo com a Secretaria de Estado da Educação (Seed), 491 escolas estão ocupadas em todo o Paraná, ou seja, 22% das unidade de ensino estaduais. Cerca de 25% estão funcionando parcialmente devido a greve dos servidores e 2% estão paralisadas pelo mesmo motivo. As demais, que representam 51%, estão atendendo normalmente.


