Manifestantes atacam Embaixado do Iraque no Irã
Teerã, 23 (AE-REUTERS) - Mais de mil oposicionistas iraquianos tentaram tomar a Embaixada do Iraque em Teerã durante uma manifestação em protesto contra o assasinato do grão-aiatolá Mohammad Mohammad Sadeq al-Sadr e seus dois filhos na sexta-feira, no sul do Iraque. Quatro pessoas ficaram gravemente feridas na repressão da polícia iraniana ao protesto, segundo o Conselho Supremo da Revolução Islâmica do Iraque, entidade oposicionista com sede em Teerã.
A oposição iraquiana responsabiliza o governo pelo crime. Houve protestos também na Jordânia, Líbano e Síria.
Ao chegar à embaixada, vários manifestantes começaram a atirar pedras e objetos contra o edifício e outros saltaram o muro e conseguiram chegar ao jardim. Nessa hora, os guardas começaram a disparar para ar e prenderam alguns dos invasores.
Funcionários iraquianos queixaram-se de que o governo iraniano só mandou policiamento para dispersar os manifestantes uma hora depois do ataque.
O chanceler do Iraque, Mohammed Saeed al-Sahaf, disse hoje em Beirute suspeitar de que os EUA estejam envolvidos no assassinato do líder religioso xiita.
"Mohammad Sadeq al-Sadr era um clérigo muito conhecido e um dos partidários do regime nacional do Iraque", declarou o chanceler, que mencionou o plano do governo americano de liberar US$ 97 milhões para minar o governo iraquiano.





