Mobilizações foram realizadas pela OAB, servidores, magistrados e integrantes do Ministério Público
Arquivo FolhaMANIFESTAÇÃOCerca de 100 magistrados da justiça federal, estadual e trabalhista participaram do protesto de quinta-feiraOs últimos dias foram marcados por uma série de manifestações realizadas por integrantes de diversas categorias profissionais da Justiça brasileira. A movimentação começou entre os dias 20 a 22 de outubro, em reunião realizada em Belém com a participação dos presidentes das seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e terminou na última quinta-feira, com manifestações realizadas por magistrados e servidores do judiciário na capital paranaense.
Nesse meio tempo, entre 26 a 29 de outubro, aconteceu em Curitiba, o XIIIº Congresso Nacional do Ministério Público, que reuniu cerca de 1,5 mil integrantes da instituição. Eles debateram principalmente o projeto da Reforma do Judiciário em análise no Congresso Nacional e o novo papel social do MP, pós Constituição de 1988.
A manifestação realizada por integrantes do Poder Judiciário fez parte da mobilização nacional da categoria contra a desmoralização da magistratura e do Poder Judiciário. Os magistrados também protestaram por melhores salários, reivindicando que o teto salarial do funcionalismo, fixado em R$ 12,7 mil, seja colocado em prática.
A expectativa é que todos os 14,6 mil juízes do país tenham paralisado suas atividades em razão da mobilização. A coordenação nacional do movimento informou que as manifestações aconteceram nas portas das sedes do Poder Judiciário nas principais capitais do país. O movimento de paralisação foi aprovado pelos magistrados durante congresso nacional da categoria realizado em Gramado (RS) há 30 dias, como alternativa darealização de greve geral por tempo indeterminado.
Em Curitiba, a tarde de quinta-feira foi marcada por discursos inflamados contra o senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Aproximadamente 100 magistrados da justiça federal, estadual e trabalhista paralisaram suas atividades na capital, para mostrar o seu descontentamento contra as recentes críticas do senador baiano contra o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Velloso.
O presidente da Associação dos Magistrados do Paraná (AMP), desembargador Ruy Fernando de Oliveira, chegou a comparar ACM a um ‘‘canalha’’. ‘‘Pessoas desqualificadas procuram denegrir uma pessoa da importância do ministro do STF. O ministro pode sair à frente de qualquer canalha’’, afirmou Oliveira.
Após concentração no Centro Cívico, os magistrados realizaram passeata até a Boca Maldita. Em seguida, foi apresentada uma montagem teatral representando a tentativa de desmonte do Judiciário patrocinada por grupos econômicos ligados ao FMI e o governo federal.
Servidores Os servidores do judiciário paranaense também realizaram protesto na tarde de quinta-feira. Houve concentração em frente à sede do Tribunal de Justiça, para exigir a reposição de perdas salariais de 53,06%. Esta foi a terceira semana consecutiva de protestos dos servidores, que conseguiram finalmente que uma comissão fosse recebida pelo presidente do TJ, Sydney Zappa, para tratar da questão.
Na oportunidade, sindicalistas denunciaram que os servidores estão sendo pressionados por chefes de setor para não participarem das manifestações.

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