Santo Antônio da Platina - Centenas de pessoas participaram de manifestação, no final de semana, pedindo a continuidade dos trabalhos dos freis capuchinhos na Paróquia Santo Antônio de Pádua, em Santo Antônio da Platina (Norte Pioneiro).
  Os freis capuchinhos estão há 83 anos em Santo Antônio da Platina, mas o Conselho dos Presbíteros optou por não renovar o convênio e pedir a desocupação dos imóveis ocupados pelos religiosos.
  O grupo contrário à decisão apresentou abaixo-assinado e entregou panfletos para a população. Alguns jovens vestiam batina em referência aos religiosos. ‘‘Tem um lado sentimental do povo, eles fazem parte da história de Santo Antônio da Platina’’, reclamou o coordenador do Conselho Paroquial, Orlando Pimentel. Os capuchinhos ajudaram a construir a Igreja Matriz da cidade e coordenam três projetos sociais com crianças e adolescentes.
  ‘‘Essa divisão poderia ter acontecido, mas esperávamos mais tempo para essa transição’’, disse Pimentel. ‘‘A comunidade não vai ficar desassistida, vai haver outros padres’’, defendeu o bispo diocesano Dom Antonio Braz Benevente. Questionado se a mudança não poderia afastar os devotos da Igreja, ele foi enfático: ‘‘Pode ser momentâneo, mas a coisa volta a normalidade com o tempo.’’ Devotos prometem novas manifestações.
  A Diocese de Jacarezinho conta com 46 paróquias na região, inclusive em Santo Antônio da Platina. Dom Antonio defende que a mudança ocorreu pela recomposição de padres na Diocese. ‘‘O convênio não vai ser renovado porque temos padres suficientes para atender todas as paróquias da nossa diocese’’, disse. ‘‘A nós compete obedecer’’, limitou-se a dizer o Daniel Heinzen, um dos seis freis da Paróquia Santo Antônio de Pádua.
  O convênio com os freis capuchinhos vence no dia 31 de dezembro. Todos serão transferidos e seus destinos já são conhecidos. Heinzen irá trabalhar com moradores carentes de Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba. Os demais vão para Umuarama, Céu Azul, Cruzeiro d’Oeste, Curitiba e Florianópolis.

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