Manifestações agitam ruas de Johannesburgo
PUBLICAÇÃO
sábado, 31 de agosto de 2002
Cláudio Angelo<br>Agência Folha 
Johannesburgo - As ruas de Johannesburgo foram tomadas ontem por milhares de manifestantes, que aproveitaram a Rio +10 para protestar contra a exclusão social, a falta de acesso à terra e as privatizações na África do Sul e também pelo desenvolvimento sustentável.
Duas passeatas saíram no final da manhã (madrugada em Brasília) de Alexandra, um dos bairros mais pobres da cidade, e percorreram cerca de 12 km até o Sandton Centre, onde 104 chefes de Estado se reúnem a partir de amanhã para a última etapa da cúpula de Johannesburgo.
Uma delas foi organizada por movimentos sociais como o LPM (o MST sul-africano), criado em 2001 e ligado à Via Campesina, o MSI (Movimentos Sociais Indaba), que reúne diversas organizações civis sul-africanas, e a Frente Antiprivatização. Segundo o LPM, integrantes do MST também participaram da marcha, que reuniu de 15 mil a 20 mil pessoas (estimativa do LPM) e 5.000 (segundo a polícia).
A outra manifestação, que também segundo a polícia reuniu 6.000 pessoas, foi organizada pelo Congresso Nacional Africano, partido do presidente Thabo Mbeki, pelo Partido Comunista da África do Sul e pela central sindical que apóia o governo.


