Rio - O ato contra o reajuste das tarifas de ônibus que começou tranquilo ontem no Rio terminou com policiais militares e manifestantes se enfrentando na Candelária. Por volta das 21 horas, quando o ato terminava, manifestantes atearam fogo em latas de lixo. Policiais reagiram com balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo.
A passeata começou por volta das 18 horas ao som de slogans como "da Copa eu abro mão/dinheiro para saúde e educação" e com algumas pessoas levando flores nas mãos. Por duas horas, a caminhada foi pacífica. Mas o movimento se tornou violento em seu final, quando um grupo começou a pichar as colunas do prédio da Assembleia.
Em São Paulo, pelo menos 30 pessoas foram detidas pela Polícia Militar (PM) no início do quarto protesto contra o aumento do transporte público. Segundo a PM, essas pessoas estavam portando facas e drogas e seriam levadas para as delegacias da região. Entre os detidos está um repórter da revista Carta Capital.
A manifestação levou todos os fóruns da cidade de São Paulo a suspenderem o expediente às 16 horas por causa da greve de funcionários da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). A determinação partiu da Presidência do Tribunal de Justiça.
Com a paralisação, o rodízio de veículos foi suspenso ontem. Pela manhã, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou a maior lentidão do período, com 148 km de filas, o que representa 17,1% dos 868 km de vias monitoradas.

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