Manifestação prejudica entrega de combustíveis e medicamentos em Ribeirão
Ribeirão Preto, SP, 28 (AE) - A distribuição de combustíveis em 80 municípios da região de Ribeirão Preto poderá ficar comprometida a partir de sexta-feira se a manifestação dos caminhoneiros continuar. Essa é a previsão do superintendente do Terminal de Petróleo de Ribeirão, Bruno Iughetti. "Corremos o risco de ter um colapso em algumas cidades, hospitais, prefeituras e unidades militares", diz ele. Hoje cerca de 800 mil litros de combustíveis (gasolina, diesel e álcool hidratado) não foram distribuídos.
O estoque do Terminal de Petróleo é bom, pois é abastecido por poliduto e por vagões-tanque (ferrovia), mas nada de álcool hidratado, recebido das usinas do Estado e até da região, foi entregue hoje. Normalmente, cerca de cem caminhões-tanque chegam diariamente ao terminal. O estoque total deve suprir o abastecimento de uma semana.
Aproximadamente 120 milhões de litros de combustível são distribuídos por mês pelo terminal. A média de retirada diária caiu de 210 para 120 caminhões. "Só Ribeirão Preto está sem risco de desabastecimento", diz Iughetti.
A Drogacenter, distribuidora de medicamentos de Ribeirão Preto, que atua em todo o Estado, teve dificuldades para abastecer seus clientes nos dois últimos dias. Dois dos 15 caminhões que transportam medicamentos diariamente foram bloqueados na Rodovia Anhanguera.
A paralisação do tráfego ocorreu em vários pontos da Rodovia Anhanguera. No pedágio de Ituverava (km 415), administrado pela Vianorte, os caminhoneiros bloquearam o acesso às três cabines e liberaram, durante uma hora, a pista ao lado, no sentido interior-capital, para os veículos de passeio. A concessionária comunicou o Estado, que acionou a Polícia Rodoviária. Não houve incidentes. Segundo o presidente da Vianorte, Jorge Pinheiro Jobim, os trabalhos de recuperação das rodovias foram prejudicados, pois os maquinários não puderam ser abastecidos. "Atrasando os investimentos, os próprios usuários serão prejudicados", comentou Pinheiro, calculando que a manifestação cause um prejuízo entre 30% e 40%.





