No dia em que o sequestro do ônibus da linha 174 fez um ano, as manifestações pela paz foram discretas no Rio. Durante missa em homenagem à vítima Geísa Gonçalves, realizada ontem na capela da PUC (Gávea, zona sul), o viúvo Alexandre Gonçalves disse que ainda não começou a receber a indenização por danos morais de três salários mínimos prometida pelo governo do Estado.
Com a morte da mulher, que era professora, Gonçalves teve de deixar a casa onde morava na favela da Rocinha (zona sul) por não ter como pagar o aluguel. Atualmente, vive em alojamento do Jockey Club.
Os alunos de Geísa colocaram um vaso de flores na esquina da ruas Jardim Botânico e Doutor Neves da Rocha. Uma moradora da favela da Rocinha pregou um cartaz no local pedindo paz.
A morte da professora ocorreu em frente à esquina. Ela foi morta a tiros por Sandro do Nascimento, que sequestrara quatro horas antes o ônibus da linha 174 que passava pela rua Jardim Botânico. O sequestrador morreu asfixiado por policiais militares depois que foi preso. Geísa também recebeu um tiro de raspão disparado pelo soldado Marcelo de Oliveira.
Traumatizados com o episódio, moradores do Jardim Botânico (zona sul) contrataram equipes de segurança, na tentativa de se proteger contra a violência.

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