Rio de Janeiro- Quem passou pela orla de Copacabana ontem pôde ver manequins representando corpos de pessoas enterradas em valas clandestinas e envolvidas por pneus, lembrando as vítimas incineradas vivas pelo tráfico no Rio de Janeiro. Esse foi o ato de protesto da organização não-governamental Rio de Paz contra os nove mil casos de pessoas desaparecidas, sem esclarecimentos, entre janeiro de 2007 e dezembro deste ano.
  O presidente da ONG Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, disse que nos últimos anos houve um crescimento no número de desaparecidos e não há uma mobilização social eficiente contra a violência.  Entre 1964 e 1985, foram registrados 138 casos de desaparecimento de natureza política. De janeiro de 2007 até hoje, 9 mil pessoas desapareceram. ‘‘Nós não vemos nenhuma mobilização da sociedade e nenhuma pesquisa. Quem está morrendo hoje é gente pobre, fora da escola. Se a classe média estivesse sofrendo nessa mesma extensão, o Rio de Janeiro já teria parado.’’

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