Manifestação de motoristas causa tumulto no trânsito
Agência Estado
De São Paulo
O protesto dos motoristas de ônibus causou sérios transtornos ao trânsito ontem e atrapalhou, principalmente, a vida de quem saía da zona leste rumo ao centro de São Paulo. Às 10 horas, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrava 106 quilômetros de congestionamento na cidade. No início da noite houve confusão em frente à Prefeitura. Manifestantes, além de se desentender com dissidentes do protesto, agrediram jornalistas.
Cerca de mil ônibus, segundo estimativas da CET, bloquearam não só a região do Parque D. Pedro, onde fica a Prefeitura. Quando a área não comportava mais nem um veículo, 250 manifestantes foram estacionar na Avenida Alcântara Machado, no início da Radial Leste. Alguns tentaram parar em fila dupla, mas foram impedidos pela polícia. O protesto levou cerca de 20 ônibus para o fim da Avenida 23 de Maio, próximo do acesso para a Ligação Leste-Oeste.
O trânsito parou em quase toda a extensão da Radial Leste. O trecho mais prejudicado foi entre a Avenida Aricanduva e a Ligação Leste-Oeste. O motorista que quisesse fugir encontrava a Marginal do Tietê parada no sentido Penha-Lapa. Houve lentidão desde a Ponte Aricanduva até a Ponte das Bandeiras. Também a Avenida Celso Garcia esteve parada, por causa dos ônibus que continuavam desviando para esse corredor.
Na região central, o trânsito ficou complicado nas avenidas Senador Queirós, Prestes Maia e do Exterior e também nas Ruas da Figueira e do Gasômetro. A situação melhorava para o motorista que seguia para o centro, pela 23 de Maio, apesar da presença de alguns ônibus. A situação só começou a melhirar por volta do meio-dia, quando o índice de congestionamento caiu para 59 quilômetros.
Por volta das 18 horas, dissidentes da manifestação em frente do Palácio das Indústrias resolveram sair com os ônibus. Para contê-los, os demais passaram a esvaziar os pneus dos veículos. Nesse momento, um cinegrafista da TV Record, que registrava as imagens, foi atingido no rosto por uma pedra. Ele foi levado por PMs ao pronto-socorro do Hospital Vergueiro. Dois repórteres fotográficos da Agência Estado, Milton Michida e Monica Zarratini, tiveram flashes e um filme tomados pelos manifestantes que, por volta das 18h30, jogaram garrafas e pedras nos homens da Guarda Civil Metropolitana. Mas não houve confronto.





