Manifestação de fé é menor entre a população jovem
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sexta-feira, 27 de junho de 2003
Agência Estado 
Rio - A rejeição da religião e da fé é uma atitude dos jovens, que tende a diminuir muito à medida que o brasileiro fica mais velho. Os novos dados sobre religião divulgados hoje pelo IBGE com base no Censo 2000 indicam que a proporção dos sem-religião, que chega a 9,1% da população de 15 a 24 anos, cai a menos da metade (4,4%) na faixa de 55 a 64 anos e a apenas 3,7% para os que tem 65 anos ou mais.
Os números revelam ainda que, entre os grandes grupos religiosos, os espíritas (2,2 milhões da população) são os praticantes mais velhos, mais bem remunerados e com melhor nível educacional e, no outro extremo, estão os evangélicos pentecostais (que inclui igrejas como Assembléia de Deus e Universal do Reino de Deus). Os judeus têm as maiores faixas de remuneração, mas são apenas 88,6 mil praticantes no País.
Enquanto a renda mediana da população de 10 anos ou mais era de R$ 300 no ano 2000, a dos espíritas chegava a R$ 700 mensais e a dos pentecostais era de R$ 260. O único levantamento de renda que inclui os judeus mostra um desempenho que apenas 1,8% praticantes do judaísmo ganham menos de um salário mínimo, enquanto 35,4% têm remuneração de mais de 20 salários mínimos mensais.
A pesquisa confirma informações já divulgadas de que a proporção de católicos caiu muito na década de 90, em oposição ao aumento dos evangélicos, que passaram de 9% da população em 1991 para 15,4% em 2000. Os católicos eram 83% e passaram a ser 73,6%.
O estudo do IBGE reúne mais de 40 religiões. Tirando os católicos, que são 124,9 milhões, a igreja evangélica Assembléia de Deus reúne o maior número de fiéis, com 8,4 milhões. Em seguida vêm 3,1 milhões de fiéis da Igreja Batista (evangélicos de missão), os 2,4 milhões da Igreja Congregacional Cristã o Brasil (pentecosal) e os 2,2 milhões de espíritas. A Igreja Universal do Reino de Deus (pentecostal) tem 2,1 milhões de fiéis, segundo o Censo 2000.


