Curitiba, 16 (AE) - Professores estaduais do Paraná, servidores da educação, sem-terra, pequenos agricultores, estudantes e sindicalistas realizam amanhã (17), em Curitiba, uma grande manifestação, que deve reunir cerca de 10 mil pessoas no Centro Cívico, onde estão os prédios dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além da prefeitura de Curitiba. Cada uma das entidades tem reivindicações diferentes, mas os discursos convergem nas críticas aos governos federal e estadual.
Cerca de 1,5 mil sem-terra já estão acampados na Praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico, desde o dia 08. Eles aguardavam o retorno do governador Jaime Lerner (PFL), que estava nos Estados Unidos. O governador chegou hoje e deve marcar audiência com a liderança do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). Os sem-terra pedem o fim da violência nas desocupações de terras, mais rapidez no assentamento de famílias e crédito para os assentados. Ato - Os professores e servidores da educação realizarão o primeiro ato às 9 horas na Assembléia Legislativa, onde pretendem cobrar dos deputados a aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários, elaborado pelos próprios professores. Eles também vão pedir ao governo estadual reposição salarial de 29 84%, além da revogação do fundo de pensão Paraná Previdência, argumentando que se trata de uma empresa de direito privado e, que, portanto, não poderia receber dinheiro público. O sindicato da categoria calcula que cerca de 5 mil pessoas virão de todo o Estado.
Os estudantes da União Paranaense dos Estudantes (UPE) também aproveitam o dia de amanhã para uma manifestação. Eles se reúnem às 9 horas na Praça Santos Andrade e, de lá, vão ao Centro Cívico. "É uma manifestação pelo fim do governo Fernando Henrique Cardoso e pelo fim do governo Jaime Lerner", disse o presidente da UPE, Fernando Delicato. "Nunca os direitos dos cidadãos foram tão massacrados como nestes anos de FHC e Lerner". Ele acredita que pelo menos 5 mil estudantes participarão do ato.

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