O motoboy Francisco de Assis Pereira, o maníaco do parque, confessou ontem no Tribunal do Júri ter matado a comerciária Rosa Alves Neta, de 21 anos. Disse que foi tomado por uma ‘‘força maligna’’ e por um ‘‘apetite desordenado e carnal’’. Pereira começou a ser julgado ontem no primeiro dos processos por assassinato que enfrenta, da série de sete de que é acusado - ao todo foram nove acusações, mas dois dos casos foram arquivados por falta de provas. Todos os crimes foram cometidos no Parque do Estado, zona sul de São Paulo.
Apenas processos de homicídio vão a julgamento popular. Pereira já foi condenado a 107 anos de prisão por estupro, atentado violento ao pudor e roubo contra outras vítimas, que o reconheceram.
O julgamento começou às 10 horas. Ele foi interrogado por 20 minutos. A confissão do crime, ocorrido em 1998, teve um relato por vezes confuso: ‘‘Fui dominado por uma adoração viciosa prostibular.’’
Defesa e acusação acreditam que a sentença só será conhecida no sábado. Ambas pediram a condenação de Pereira.

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