Manhã é confusa na zona norte
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segunda-feira, 18 de outubro de 1999
por Jobson Lemos 
São Paulo, 19 (AE) - A manhã foi confusa e de trânsito conturbado, hoje, em ruas e avenidas próximas às estações do metrô, na zona norte. Chegar ao destino sem atraso foi um desafio para quem teve de deixar os vagões e entrar em ônibus ou peruas lotados na Luz. Até perto de 9 horas, esses eram os meios de transporte coletivo de que dispunham as pessoas que, diariamente, utilizam trens para chegar ao trabalho ou à escola. A multidão que se formou no ponto da Avenida Prestes Maia, em frente da Estação Luz do Metrô, e o excesso de ônibus, peruas e veículos causaram um congestionamento que se estendeu até o Vale do Anhangabaú. O aumento do número de passageiros, porém, não foi uma vantagem para as empresas de transporte coletivo da capital. Pelo contrário. Na porta do ônibus em que trabalha, o cobrador Edvaldo Lopes da Silva fazia graça com outros motoristas e cobradores, enquanto a fila de veículos permanecia imóvel. "Estamos parados há 40 minutos aqui." Percorrer o itinerário da linha em que trabalha - Parque Peruche-Cásper Líbero - exige, normalmente, 50 minutos; sem o metrô, tomou três horas. Essa diferença de tempo serviu para ilustrar as teorias de especialistas em trânsito. Segundo eles, subir o número de ônibus em circulação complicaria mais o trânsito e aumentaria o tempo de espera nos pontos. Sem entender de engenharia de tráfego, a auxiliar de marketing Carla Szanto, de 23 anos, procurava um ônibus que lhe servisse, enquanto falava ao celular. "Entro no trabalho às 8 horas, em Santana", disse, às 7h50. Já nos planos do estudante José Roberto Felipe, de 25 anos, não estava ter de pagar outra passagem para chegar à faculdade, em Santana. Atrasado uma hora, ele esperava pelos ônibus de emergência que acreditava seriam colocados pelo Metrô. Não os encontrou. "Vou ter de ir andando." Para aproveitar a demanda, alguns perueiros cobraram R$ 2,00 pela passagem, de manhã. Logo o preço voltou a ser igual ao dos ônibus. Por volta das 8 horas, com os pontos mais vazios, agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) desviaram os ônibus convencionais para a Rua Florêncio de Abreu. Pela Prestes Maia, passariam só trólebus. Chegada - Ínibus e peruas que faziam o percurso inverso chegavam à Luz lotados. A multidão, vinda das nove estações de metrô cuja operação foi cancelada por causa do acidente de ontem, encontrou uma enorme fila nas bilheterias. O problema, entretanto, durou pouco. Logo o movimento se normalizou nas plataformas de embarque e guichês.


