Manejo de EPIs em filantrópica vai parar na Justiça de Londrina

Santa Casa de Londrina esclareceu que está seguindo as recomendações da Anvisa sobre o manejo de equipamentos de proteção individual para os funcionários

Vitor Struck - Grupo Folha
Vitor Struck - Grupo Folha

Com a explosão na demanda por EPIs (equipamentos de proteção individual) nas instituições de saúde por conta da pandemia de coronavírus, muitas questões pontuais acabaram indo parar na Justiça. Em Londrina, a diretoria da Santa Casa informou que está agindo com base no que preconiza o Ministério da Saúde para o manejo dos equipamentos entre os funcionários após ter sido notificada, nesta quinta-feira (2).  


Manejo de EPIs em filantrópica vai parar na Justiça de Londrina
arquivo FOLHA
 


Neste caso, a juíza Adriana Camata, da 6ª Vara do Trabalho de Londrina, decidiu acatar uma denúncia do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Londrina e Região e determinou o fornecimento de máscaras e álcool gel para todos. Uma multa de R$ 200 por dia para cada funcionário supostamente “desguarnecido” também foi determinada. 




No entanto, de acordo com a assessoria de imprensa da Santa Casa, não houve falta de equipamentos na instituição. Conforme explicou o infectologista da comissão de controle interno da Santa Casa, Walton Tedesco, a diretoria está seguindo os padrões adotados pela Secretaria Municipal de Saúde e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Tedesco esclareceu que não são todos os funcionários que precisarão usar necessariamente todos os EPIs ao longo do expediente. “Nós fazemos questão que os funcionários usem, mas o EPI certo, na hora certa, a depender do risco”, garantiu.  


No caso das máscaras, Tedesco lembrou que funcionários da recepção, que podem ter contato com pessoas assintomáticas, também devem usar as do tipo cirúrgico, mas não equipamentos como face shield (proteção em acrílico para o rosto), macacão, óculos e demais EPIs, exemplificou.   


“Temos vários tipos de máscaras, desde a de tecido que o nosso ministro autorizou a usar até fora do ambiente hospitalar, até máscara cirúrgica e a N95 e a PSS2 que são para geração de aerossóis. Então nós não dividimos se o profissional é médico, enfermeiro, fisioterapeuta ou recepcionista ou profissional da limpeza, nós definimos qual risco está exposto ao paciente”, explicou.  


Atualmente, três pacientes com a Covid-19 estão sendo assistidos pela Santa Casa. Destes, dois permaneciam internados nesta sexta e um teve alta e deve seguir em isolamento domiciliar. Para atenderem os pacientes internados, todos os funcionários, devem utilizar todos os equipamentos, explicou o infectologista.  


Segundo a Irmandade Santa Casa, dos 1.400 funcionários que atuam também nos Hospitais Mater Dei e Infantil, 59 estão afastados porque têm mais de 60 anos. Além deles, profissionais que possuem alguma comorbidade e que por isso fazem parte do grupo de risco também foram liberados. 



 

A FOLHA tentou contato com o Sindicato na tarde desta sexta-feira, mas sem sucesso. 

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