O advogado Luiz Fernando Bonette, que defende Mandelli, informou que Mandelli estava há 90 dias no Brasil. ''Eu estava equacionando a apresentação dele. Por isso ele voltou ao Brasil. Vamos agora ter que trabalhar com as peças que estão dentro do tabuleiro'', analisou. Bonette diz que todas acusações contra Mandelli são infundadas. Exceto a questão tributária, não existe qualquer prova nos autos segundo o advogado que ligue o empresário ao setor de desmanche de veículos furtados.
Mandelli deve para a Receita Federal cerca de R$ 1,5 milhão e está tentando negociar o parcelamento da dívida. Bonette pretende basear a defesa na legalidade das lojas de autopeças de Mandelli que possuíam liberação para funcionamento da Prefeitura de Curitiba, da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos e da Secretaria de Estado de Segurança Pública. ''Ele sofria com frequência fiscalizações policiais. Nas lojas dele, todas as peças foram vistoriadas e em 70% dos casos, as peças eram novas e tinham notas fiscais. Houve excesso policial. Pura e simplesmente lacraram as sedes das empresas e não desmentiram os informes de que nada tinha origem. Eram 50 mil peças ao todo. Quantas eram irregulares?'', questionou o advogado.
Bonette confia que a Justiça conceda a liberdade a Mandelli nos próximos dias. ''Quem vai falar sobre a culpabilidade dele vai ser a própria Justiça''.(L.P.)

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