Mandado judicial não impede abertura de praça de pedágio
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sábado, 10 de junho de 2017
Guilherme Marconi<br>Grupo FOLHA 
Por cerca de uma hora, moradores das cidades de Arapongas e Rolândia (ambas na Região Metropolitana de Londrina) invadiram a pista da BR-369 e liberaram a passagem para motoristas pelas cancelas da praça de pedágio entre às 11h20 e 12h30 deste sábado (10). A presença de uma oficial de Justiça com mandado contra seis organizadores do protesto não impediu o ato organizado pelo movimento "Tarifa Zero".
Assista ao vídeo:
O "Mandado Proibitório, de Citação e Intimação" foi assinado pelo juiz titular da 3ª Vara Federal de Londrina, Décio José da Silva. No documento, o juiz proibiu expressamente a abertura das cancelas e a presença dos manifestantes nas dependências da praça de pedágio. O juiz determinou que o protesto só poderia acontecer de forma pacífica, sem invasão da pista.
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A ação foi um pedido da concessionária Viapar que administra o trecho. Antes do protesto, a oficial de Justiça esteve no local, mas só conseguiu notificar dois dos seis citados. Em caso de descumprimento do mandado, os manifestantes estariam sujeitos a uma multa estabelecida de R$ 20 mil.
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Entre os organizadores citados, está o vereador de Arapongas, Aroldo Pagan (PHS). Segundo ele, o movimento não é político. "Não fui notificado ainda, mas isso aqui é uma reivindicação dos moradores que representamos que pedem redução da tarifa", explicou. O Tarifa Zero pede também o desbloqueio da estrada rural da Ceboleira que servia de rota alternativa para motoristas de Rolândia e Arapongas (fechada dias atrás pela Viapar).
O motorista autônomo Geraldo Rodrigues pede que a Viapar aplique um acordo feito com moradores de Mandaguari (Região Metropolitana de Maringá). "Lá eles conseguiram um bom desconto, aqui temos que pagar esse absurdo, eles têm que colaborar com a população." O motorista enumera os gastos que tem num frete de Arapongas até Londrina. "Gasto R$ 35, ida e volta, com óleo diesel e R$ 42 de pedágio com caminhão de três eixos", explicou.
Por deliberação da concessionária, os motoristas cadastrados em maio pela Viapar conseguiram um desconto de 80% em outro trecho de pedágio até Maringá.
A PRF (Polícia Rodoviária Federal) acompanhou de perto o protesto, mas não interferiu na manifestação no pedágio. Os quatro policiais foram orientados pelo comando da PRF a garantir a segurança dos pedestres e motoristas.
Por meio da assessoria de imprensa, a Viapar informou que não irá se pronunciar sobre o assunto. Ainda segundo a concessionária, as medidas tomadas já foram manifestadas por meio da liminar expedida pela Justiça contra a manifestação.


