Manchete aguarda decisão da Justiça
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domingo, 21 de fevereiro de 1999
Por Beatriz Coelho Silva 
Rio, 22 (AE) - Uma disputa judicial deixa a TV Manchete em compasso de espera para saber quem tem direito de administrá-la. Na véspera do carnaval, o presidente do Grupo Bloch, Pedro Jack Kappeller, rompeu oficialmente o contrato com a produtora RGC, ligada à Igreja Renascer, para produção e comercialização de programas. A produtora, porém, obteve uma liminar na 6ª Vara Cível do Fórum de Santana, em São Paulo, mantendo o acordo. Desde sexta- feira o Departamento Jurídico do Grupo Bloch aguarda o julgamento do pedido de cassação da liminar.
Enquanto isso, os funcionários das duas maiores praças se dividem sobre a volta ou não ao trabalho. Em São Paulo, eles encerraram hoje a greve pelo pagamento de salários para cumprir um acordo feito antes do carnaval, na Delegacia Regional do Trabalho, com a direção do Grupo Bloch e a produtora RGC. "Vamos esperar o pagamento até sexta-feira que vem (26)", informou Francisco Pacheco, diretor do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. "Se não recebermos, paramos de novo". No Rio, os funcionários continuam em greve. Programação - Hoje, a programação da emissora refletiu essa indecisão. O vespertino "Mulher de Hoje", feito ao vivo, foi reprisado, mas o "Jornal da Manchete" estava sendo produzido normalmente até o começo da noite. A direção da emissora, no Rio, não informa quando será feito o pagamento dos funcionários, pois espera uma decisão da 6ª Vara Cível de Santana para saber quem deve pagar os trabalhadores.
Segundo a nota oficial divulgada antes do carnaval, o Grupo Bloch rompeu o acordo com a RGC por falta de pagamento da quantia de R$ 4,8 milhões pelo direito de produzir e comercializar seus programas na emissora. Gráficos- Os funcionários da gráfica da Editora Bloch também esperam receber os salários de janeiro e a segunda parcela do 13º salário de 1998 até sexta-feira. Eles chegaram a parar na semana anterior ao carnaval, mas foram convencidos pela diretora do Grupo Bloch, Jacqueline Kappeller, de voltar ao trabalho. A justificativa apresentada por ela foi de que a edição de carnaval das revistas "Manchete" e "Fatos & Fotos" faria entrar a receita publicitária para fazer frente aos salários esperados. A direção da Bloch Editores não informou qual foi a tiragem das revistas nem a receita resultante delas.


