Mancha no mar ameaça cenário do reveillon carioca
Rio, 27 (AE) - A três dias do reveillon, o principal cenário da festa carioca está ameçado. Desde o último fim de semana o mar das praias da zona sul apresenta manchas de origem desconhecida que estão assustando moradores e turistas. A Federação Estadual de Meio Ambiente (Feema) recolheu amostras da água em diferentes pontos para análise e o resultado deve sair amanhã. A Companhia Estadual de água e Esgoto (Cedae) informou que não se trata de esgoto porque o emissário submarino de Ipanema não apresenta problemas.
A espuma branca que pode ser vista por toda a orla apareceu primeiro na praia de São Conrado, no sábado, e, no domingo, chegou até Copacabana, passando por Leblon e Ipanema. Próximo ao forte de Copacabana, há ainda uma extensa mancha amarelada. As primeiras informações da Feema, divulgadas no domingo, diziam que a coloração diferente da água se devia a "gorduras naturais das pedras".
O presidente em exercício do órgão, Paulo Pizão, disse que o mar não está poluído. De acordo com o último relatório, que indica as praias aconselhadas para banho sempre às sextas-feiras, todas as da orla da zona sul estão liberadas. A Feema divulgou ainda que somente após o resultado das análises em laboratório poderá se posicionar sobre a questão.
De acordo com a Cedae, não há vazamentos no emissário submarino de Ipanema (cujos 64 pilares estão sendo substituídos, em obra que já dura um mês) nem nas elevatórias da região. A hipótese de as chuvas que caíram na semana passada terem causado a mancha não é descartada pela Cedae nem a Feema.
Movimento - Com temperaturas acima de 30º, as praias foram muito procuradas no último fim de semana do ano - e primeiro do verão. Na zona sul, a maioria dos banhistas teve medo de mergulhar, restringindo-se ao calçadão e a areia. Mesmo com a sujeira e as advertências dos salva-vidas, houve quem se arriscasse a entrar na água.
A Barra da Tijuca e o Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste, onde o mar está limpo, foram as alternativas à zona sul. O grande número de pessoas nas duas praias deu trabalho ao Grupamento Marítimo: foram 130 salvamentos (quase 40% do total do município) e 114 crianças perdidas. A areia ficou lotada - assim como as vias de acesso ao bairro.





