Campinas, SP, 11 (AE) - Uma mancha negra de 40 quilômetros de extensão por 100 metros de largura e 6 metros de profundidade está sendo monitorada desde ontem (10) pelos órgãos ambientais do Paraná e de São Paulo e pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A mancha está a 60 quilômetros da costa, mar adentro, na altura da Juréia, no litoral paulista, e começa a dispersar. Segundo José Antônio Andriguetto, diretor presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), trata-se de óleo vegetal, possivelmente soja ou milho. Está afastada a possibilidade de ser petróleo, como inicialmente se pensou.
A mancha foi detectada na quinta-feira pela manhã, por um piloto de avião, que alertou o IAP. De tarde, uma equipe técnica fez um sobrevôo de helicóptero e outro de avião bimotor, mas as condições de visibilidade eram baixas. Hoje, com o tempo mais estável, a equipe pôde estimar o tamanho da mancha e um barco com técnicos do governo e mergulhadores da entidade não governamental Ecoplan colheu amostras.
"O mais provável é que algum navio tenha sofrido avarias e descartou a carga no mar", presume Andriguetto. "De qualquer forma, trata-se de um crime ambiental, porque o acidente deveria ser informado. A boa notícia é que o óleo vegetal é bem menos tóxico do que o petróleo e se degrada muito mais rápido". Segundo o IAP, a mancha não deverá atingir a costa; provavelmente se dispersará em alto mar mesmo. De qualquer forma, o monitoramento prosseguirá.

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