Mancha negra ameaça região de preservação entre SP e PR
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2000
Por Liana John 
Campinas, SP, 10 (AE) - Uma mancha negra de 20 a 30 quilômetros de diâmetro foi detectada hoje pela manhã, entre o Paraná e São Paulo, a cerca de 70 quilôemtros da costa. Neste trecho, fica o maior remanescente de mata atlântica intacta do Brasil, os mangues mais bem preservados da região, o Parque Nacional do Superagui e o estuário do Rio Ribeira de Iguape, entre Cananéia e Ilha Comprida, todos ameaçados, caso se confirme que a mancha negra é de petróleo.
A mancha foi vista por um piloto de avião, que desceu em Curitiba e alertou o Instituto Ambiental do Paraná (IAP). "Entramos em contato com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que nos enviou uma imagem do satélite Noaa do dia 09, onde a mancha é visível"
diz José Antônio Andriguetto, diretor presidente do IAP.
Técnicos dos dois institutos sobrevoaram o litoral de helicóptero, mas não tinham autonomia de vôo para chegar ao local. No final da tarde, a mesma equipe embarcou num avião bimotor do governo estadual do Paraná e conseguiu visualizar duas manchas de três e sete quilôemtros, possivelmente resultantes da lavagem de tanques de navios petroleiros.
"As condições de visibilidade eram ruins, devido a chuva e pouca luz, por isso repetiremos o sobrevôo nesta sexta feira, de manhã, e enviaremos um barco para coletar amostras", acrescentou Andriguetto, sem descartar a probabilidade de a equipe não ter localizado a mesma mancha visível na imagem de satélite.


