Linhares - Na terça-feira, dia em que se completaram dois meses do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), o tamanho da mancha de lama que se espalha pela superfície do mar do Espírito Santo, a partir da foz do Rio Doce, triplicou de tamanho em relação ao último domingo e não há prazo para que os rejeitos de minério deixem de ser despejados no litoral. De acordo com o Ibama, ICMBio e Iema, apesar de ter apresentado um recuo de cerca de 90% entre 29 de dezembro e o último domingo de 168 km² para 19,3 km², a dimensão da mancha voltou a crescer no dia seguinte, atingindo 66,6 km².
O comportamento errático da mancha de lama, que chegou à costa no dia 21 de novembro, se deve a fatores como a incidência de chuvas ao longo da bacia do Rio Doce, a direção dos ventos no litoral e o comportamento das marés.
Laudo técnico preliminar do Ibama, mostra que desastre atingiu 663 quilômetros no Rio Doce e seus afluentes e resultou na destruição de 1.469 hectares de vegetação, incluindo Áreas de Preservação Permanente.

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