Manaus vive surto de pneumonia atípica
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segunda-feira, 07 de julho de 2003
Agência Folha 
São Paulo - Uma pneumonia atípica vem atingindo moradores de Manaus desde a última semana. Até o momento, a Secretaria de Estado da Saúde (Susam) identificou 58 pessoas contaminadas. Hoje, técnicos do Centro Nacional de Epidemiologia (Cenep) devem chegar ao município para tentar identificar o agente causador da doença. Eles irão trabalhar em parceria com a comissão local formada por médicos pneumologistas, especialistas da Fundação de Medicina Tropical, e das vigilâncias sanitárias municipal e estadual.
Segundo informações da secretaria, o atendimento aos pacientes que apresentam os sintomas da pneumonia está sendo feito nos pronto-socorros da cidade. A maioria dos casos necessita de internação, mas raramente é necessária a transferência para uma Unidade de Terapia Intensiva.
A secretária da Saúde, Leny Passos, afirma que esta pneumonia não tem relação alguma com a síndrome respiratória agura grave (Sars, na sigla em inglês), que já atingiu 8.439 pessoas no mundo, causando 812 mortes.
A secretaria ainda não sabe qual o agente causador do surto de pneumonia. Porém, os sintomas são tosse seca, febre, dor de cabeça, dispnéia (falta de ar), cansaço e dores musculares, sendo que o diagnóstico é feito com base nos sintomas clínicos, na análise de raio-X que no caso da doença apresenta infiltrado pulmonar bilateral e em exames laboratoriais que apontam principalmente para uma quantidade elevada de células brancas (leucócitos) e eosinófilos (que indicam uma situação de hipersensibilidade).
''O aparecimento da doença se dá quase ao mesmo tempo em pessoas que convivem em ambientes comuns, principalmente residências'', disse a secretária. Das 58 pessoas que apresentaram a pneumonia atípica, pelo menos a metade pertence a sete famílias, sendo que em uma delas 12 membros apresentaram a doença.
No tratamento estão sendo utilizados medicamentos para controle dos sintomas, o que inclui corticóides, e os resultados estão sendo satisfatórios, segundo avaliação dos médicos.
Em 2001 foram notificados 140 casos da doença e, em 2002, cerca de 50 casos, sendo que não houve óbitos.


