Manaus - A capital amazonense registrou no primeiro trimestre deste ano 16.944 notificações de malária, número 815% superior ao mesmo período do ano passado, então com 1.850 casos. É a maior epidemia registrada em Manaus tendo seu pico no mês de março, quando 6.908 (cerca de 223 casos por dia) pessoas foram atingidas pela doença, transmitida por um parasita originário da África. Não há vacina que previna a doença. O desmatamento provocado por sem-teto que invadiram áreas nativas da cidade, a intensificação das chuvas e a suspensão do fumacê (aplicação do inseticida) à noite em bairros tidos como endêmicos são fatores apontados para a explosão da malária. A Secretaria de Estado da Saúde decidiu intensificar o plano de ações de combate a malária contratando 86 agentes de controle de endemias e aumentando os locais de diagnósticos.

mockup