Manaus culpa 'operários relaxados' por mortes em estádio da Copa
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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Redação Folha 
Segundo o secretário da Copa em Manaus, Miguel Capobiango, o atraso nas obras da Arena Amazônia, se dá por dois 'imprevistos': o período de chuvas na região e a morte de dois trabalhadores em dezembro do ano passado.
Para o Secretário, o período de chuvas em Manaus impede que seja estipulado um prazo especifico para a conclusão das obras na arena. O outro 'imprevisto' que dificultou o cumprimento do cronograma foi o acidente ocorrido em 14 de dezembro do ano passado, quando o operário Marcleudo de Melo Ferreira caiu de uma altura de 35 metros nas obras do estádio e morreu.
O jovem foi a segunda morte registrada na construção da Arena Amazônia. Em março de 2013, Raimundo Nonato Lima da Costa, de 49 anos, também faleceu após despencar de uma altura de cinco metros.
Segundo Capobiango, as mortes na obra aconteceram por culpa dos próprios operários que, por "relaxo", não utilizavam o equipamento obrigatório de segurança. "Infelizmente, os dois acidentes aconteceram por uma questão básica de não cuidado do trabalhador no uso correto do equipamento. Usar o equipamento de segurança às vezes é chato e nem todos gostam de estar usando. O operário às vezes abre mão por preguiça, então ele relaxa, e é isso que agora nós não podemos deixar", explicou. Com informações BBC Brasil.


