Brasília, 10 (AE) - Ao se referir hoje ao esquema de corrupção nas administrações regionais e em outros departamentos da Prefeitura de São Paulo, o ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) generalizou e acusou de desonestos todos os fiscais do País. Ele pregou "um combate violento, tenaz e persistente" contra todos eles. "Sejam eles federais, estaduais e municipais". Maluf disse que tirou essa conclusão depois de ter ocupado cargos nas três instâncias de poder. "Olha, com a experiência que tenho de cargos federais, estaduais e municipais, há de haver um combate violento".
Maluf insistiu na sua opinião quando perguntado se considera todos os fiscais do País desonestos. "Tenho a dizer que todo mundo está sob suspeita, até você, se fosse fiscal". Ele elogiou o trabalho do Ministério Público, da Justiça e do prefeito de São Paulo, Celso Pitta (PPB), na investigação da máfia dos fiscais. "Graças a Deus, o Ministério Público, a Justiça e o prefeito Celso Pitta (farão) com que esses fiscais sejam punidos e julgados pela Justiça", frisou. "Se forem condenados, serão demitidos da Prefeitura". Mudança - O ex-prefeito foi lembrado que a sua opinião sobre o Ministério Público era outra, bem negativa, no episódio em que sua mulher, Silvia Maluf, e a mulher do prefeito, Nicéa Pitta, foram acusadas de superfaturar o preço dos frangos adquiridos pela Prefeitura para a merenda escolar. Maluf disse que "como há fiscais e fiscais, há promotores e promotores". "E esses que estão aí são bons". Ele explicou que concluiu pela desonestidade dos fiscais no período em que foi presidente da Caixa Econômica Federal, governador de Estado e secretário de Transportes.
Maluf disse que via "com muita alegria" a iniciativa de criar a Corregedoria Municipal, coordenada pelo vice-prefeito, Régis de Oliveira (PFL). Segundo ele, a comissão de ética do PPB também está acompanhando os trabalhos e expulsará os filiados que comprovadamente estiverem envolvidos.

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