São Paulo, 12 (AE) - O ex-prefeito Paulo Maluf, por meio de sua assessoria de imprensa, e o ex-secretário de Obras e Vias Públicas Reynaldo de Barros negaram hoje ter recebido qualquer dinheiro de empreiteira e que tenha havido irregularidade nas obras da Prefeitura, conforme reportagem veiculada pelo Jornal Nacional.
Segundo Hélio Mauro, assessor de Maluf, Reynaldo explicou à Rede Globo como funcionam os aditamentos de contrato e o fator K
que, segundo o denunciante anônimo, era uma das formas de promover o superfaturamento. "Cortaram quase tudo", disse o jornalista.
Conforme Mauro, que declarou ter estado com Reynaldo no momento da entrevista à Globo, o erro básico do denunciante e da edição do jornal foi associar uma correção anual de 26% ao índice mensal de inflação na época. "A denúncia é confusa", afirmou o assessor. "Como é que a propina ia ser maior do que o lucro da empresa?"
Em relação à segunda parte da entrevista, que se refere à suposta emissão de notas frias por uma empresa paranaense para a empreiteira CBPO, Mauro disse que quem deve responder não é o ex-prefeito, mas somente a construtora.
A CBPO divulgou nota negando todas as irregularidades. Segundo a empreiteira, as correções feitas foram legais.

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