Malta pede quebra do sigilo de vereador suspeito de ser um dos grandes narcotraficantes de MS
Malta pede quebra do sigilo de vereador suspeito de ser um dos grandes narcotraficantes de MS14/Mar, 22:11 Por João Naves Campo Grande, 14 (AE) - O presidente da CPI do Narcotráfico, deputado Magno Malta (PTB) pediu a quebra do sigilo bancário do vereador de Naviraí, José Luiz Rafaeli Marcelino (PTB), que está sob suspeita de ser um dos grandes narcotraficantes de Mato Grosso do Sul. No final do mês passado, ele estava pilotando o avião monomotor PT-EUA e acabou caindo com o aparelho na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, e no interior da nave estavam 20 quilos de cocaína pura e 343 quilos de maconha. O vereador, correligionário de Malta, é de Naviraí, cidade que faz divisa com o Paraguai, no extremo sul do Estado. O juiz paraguaio Uderbrando Vilalba, pediu a prisão do vereador e está reforçando a solicitação à CPI do Narcotráfico. A comissão se instalou hoje, na cidade de Dourados, onde ouviu dois presidiários da penitenciária do município, na sede da Polícia Federal onde os criminosos, que cumprem pena por tráfico de drogas, apareceram encapuzados. Um deles é Carlos Bonfim, o Gaúcho, ligado aos narcotraficantes do Rio de Janeiro, Marcinho VT, Sílvio Cantor e o UE. Depois de ouvir os dois internos da penitenciária de Dourados, a comissão seguiu para Assunção, no Paraguai, com audiência marcada para pedir ao presidente paraguaio Luiz Gonzalez Macchi, a colaboração na prisão de narcotraficantes brasileiros que circulam livremente no Paraguai, entre eles, alguns ligados a empresas de médio porte instaladas no Mato Grosso do Sul. Amanhã à tarde, a Comissão deverá estar em Corumbá, onde funciona o que a própria Polícia Federal considera o centro das negociações de narcotraficantes que trabalham com dinheiro de "respeitáveis empresários" e que estão na linha de frente da guerra contra o narcotráfico, conforme observou Malta. O deputado de Vitória é o presidente da CPI do Narcotráfico e confessou que vai levar até os extremos todas as investigações sobre a questão em qualquer região do País, ressalvando Vitória do Espírito Santo, onde acredita que sua atuação à frente da CPI pode parecer uma vingança. Dessa forma, Malta reafirma a disposição de não participar de uma nova investida da CPI em Vitória. Ele adiantou que no Mato Grosso do Sul está a maior fonte de fornecimento de pistas que levarão a descobertas impressionantes sobre o narcotráfico do Brasil. "Acredito que pelo menos 80% da maconha e cocaína que circula no Brasil em direção a todos os centros de consumo, e aí se inclui o exterior, partem ou fazem escala no Mato Grosso do Sul."





