São Paulo, 3 (AE) Terminou há pouco a audiência entre o governador Mário Covas e integrantes da CPI do Narcotráfico, no Palácio dos Bandeirantes. Participaram do encontro o presidente da comissão, deputado Magno Malta (PTB/ES) e os deputados Celso Russomano (PPB/SP) e Robson Tuma (PFL/SP), além do secretário de Segurança Pública de São Paulo, Marco Vinícius Petreluzzi. Malta fez uma espécie de mea culpa, durante o encontro, que foi aberto aos jornalistas. Ele admitiu que a CPI errou ao não comunicar a vinda da comissão a São Paulo por ocasião de sua instalação em Campinas, no começo de novembro. "Precisamos ter a humildade de admitir que erramos."
Ele explicou que houve também algum exagero em certas declarações de alguns integrantes da comissão, mas, na sua avaliação, "não houve maldade". "Temos consciência que a gravidade do problema de São Paulo não é só do governo de Mário Covas. É um problema de muitos anos." O deputado fez questão de salientar que não acredita que o governador tivesse resistido aos trabalhos da comissão. "A CPI sabe de sua trajetória. O senhor, como disse o deputado Pompeo de Mattos, tem a mão limpa, não porque lavou e sim porque nunca sujou." Ele acrescentou que não tem a ilusão de que a CPI irá resolver todos os problemas relacionados ao crime organizado e narcotráfico do País, mas tem o papel importante de trazer o fato à luz. "O tumor veio a furo", afirmou.
Magno Malta disse que a única maneira de minimizar o problema do Brasil é com a educação e a fiscalização de fronteiras. Os trabalhos da CPI do Narcotráfico devem ir até março do próximo ano.

mockup