Quem pensa que a moça da foto está apenas se divertindo está enganado. A aparente brincadeira é, na verdade, uma nova maneira de fazer atividade física. Isso acontece através de exercícios funcionais, uma das correntes da chamada ludoterapia.
  Bolas, trampolins, elásticos, pufes de espuma... vale tudo para trabalhar o corpo e ainda dar boas risadas.
  ‘‘Os exercícios funcionais trabalham o lado motor da ludoterapia, que ainda tem a supervisão de psicólogos. A diferença deste tipo de atividade está nos materiais. Em vez de se sentar num colchão, a pessoa senta em uma bola. O esforço é maior porque, além do exercício em si, ainda é preciso se equilibrar sobre a bola’’, explica Leonardo Germano, professor de educação física da Clínica N&T, em Ipanema (RJ).
  E nunca é tarde para começar: ‘‘Esta atividade pode ser praticada sem problemas por pessoas dos 8 aos 80 anos. Tenho muitos alunos adultos que se divertem com suas próprias limitações e, enquanto isso, estão trabalhando os músculos e as funções motoras. Já para os adolescentes, ajuda a definir o corpo durante a fase de crescimento.’’
Minitrampolim
O minitrampolim trabalha o equilíbrio do corpo todo. Para isso, como na foto ao lado, a maneira correta de fazer é agachar as duas pernas com o quadril encaixado sem deixar que o acessório desça para a frente ou para trás.
Bolas
Nos exercícios funcionais, as bolas grandes têm várias utilidades. Em um deles, para trabalhar o peitoral, a pessoa deita de barriga para baixo, posiciona a bola no quadril e estica os braços no chão, com o corpo retinho.
Ludoterapia
O termo ludoterapia vem do latim ‘‘ludus’’, que significa
‘‘jogo’’, e do grego ‘‘therapeía’’, que significa ‘‘tratamento’’. Assim, a atividade é definida como um ‘‘tratamento por meio do jogo’’.

mockup