Malhação



Ginástica, auxiliar do trabalho

Faz bem para a saúde do corpo e da alma; você fica menos tenso e isso reflete em sua vida
MalhandoGinástica para funcionários da Regional da Copel em Londrina. Está começando na Folha
O projeto-piloto do programa de ginástica laboral da Folha foi aprovado pela Diretoria, inclusive pelo diretor-superintendente da empresa, João Vieira, e será aplicado no Parque Gráfico durante um mês, antes de ser estendido a todos os departamentos.
A professora de Educação Física, Cleufe de Almeida, pós-graduanda em Avaliação e Prescrição de Programas de Execícios Físicos, é a orientadora do programa. Ela explica que são objetivos da ginástica laboral:
prevenção da saúde ocupacional, orientando ações para evitar, por exemplo, problemas como Lesão por Esforço Repetitivo (LER).
atenuar o estresse.
mudar o estilo de vida das pessoas, ‘‘visando sempre uma melhoria de qualidade de vida.’’
Cleufe trabalha com as empresas Jabur Pneus, Jabur Informática, Copel/Londrina e Copel/Apucarana, e Rebouças Tubos, que adotaram a ginástica laboral há mais de dois anos. Por isto, pode apontar resultados positivos. Estes resultados ‘‘mostram que há mudanças, devido à conscientização’’, diz a professora. Assim, tem havido mudança em postura no trabalho (postura corporal, no local onde a pessoas trabalha); mudanças em relação ao estilo de vida, quando a pessoa diminui o uso do elevador, do carro, e começa a andar.
‘‘Temos alguns resultados, mostrando que há mudanças, mas através da conscientização. Tem havido mudança, sim’’, diz ela, esclarecendo que a ginástica laboral é um instrumento para chegar à mudança, nos dá indicativo para trabalhar com a vida, tanto física quanto mentalmente, espiritualmente’’. A professora trabalha também com PPA (Programa de Pré-Aposentadoria), como na Sercomel, onde atua há quatro anos no ramo.
AvaliaçãoAntes da implantação do projeto-piloto foi feita avaliação física dos funcionários uma entrevista que deu idéia geral de como eles estão. Daqui a um mês será feita nova avaliação.
Com base nos resultados da avaliação o projeto, que envolve avaliação e ergonomia, será levado para o restante da empresa.
Tudo é feito no ambiente de trabalho, com a roupa com que o funcionário sai de casa para vir trabalhar. São movimentos de alongamento, com duração total de 10 minutos. Cleufe explica que os movimentos são antagônicos aos realizados na rotina de trabalho.
O projeto-piloto está sendo desenvolvido no parque gráfico, escolhido por consenso entre RH, médico do trabalho, consultor em acidentes de trabalho e professora Cleufe de Almeida, por ser o local de maior risco na empresa.
Professora Cleufe: ginástica no trabalho para melhorar a qualidade de vidaVida‘‘As pessoas devem estar dispostas a mudar o seu estilo de vida. No mundo atual essa parece não ser uma tarefa das mais fáceis’’. Com estas palavras o médico Mário F. Camargo, cardiologista de Curitiba, abriu em 24 de abril, em Porto Alegre, o 13º Congresso Mundial de Cardiologia. Prevenção é a principal meta da ginástica laboral, que a Folha está introduzindo.
Este é também um dos ‘‘principais desafios da cardiologia, atualmente’’, conforme disse Antonio Bayes de La luna, cardiologista espanhol, presidente da Sociedade Internacional de Cardiologia. Aqueles desafios são: 1) estimular a prevenção e (2) a mudança do estilo de vida das pessoas, ‘‘tendo vista que, através de hábitos saudáveis, os recursos financeiros empregados no tratamento de doenças de origem cardiovasculares poderão ser reduzidos...’’
‘‘É melhor um obeso ou fumante que faz exercícios aeróbicos e, portanto, não é hipocinético, do que uma pessoa que é magra, não fuma e não faz exercícios’’ - Dr. Kenneth Cooper, criador do jogging (método Cooper, no Brasil). A explicação é simples, diz Cooper: ‘‘As partes do organismo que não são usadas, deterioram-se. Os pulmões ficam ineficientes, o coração enfraquece e os vasos capilares ficam menos sensíveis; músculos perdem a tonicidade e o corpo inteiro enfraquece, ficando vulnerável às doenças cardíacas, além de surgirem grandes riscos de outras moléstias’’.
Então, o sujeito paradão, que não faz execício nenhum (nem mesmo caminha) pode ter uma síndrome de problemas de saúde. Inclusive de saúde mental, pois a ausência de movimentos e exercícios acaba tendo influência na mente, ‘‘produzindo uma falta de energia e dispoisição diária, às vezes confundidas com estado depressivo.’’

mockup