Kuala Lumpur, 23 (AE-DOW JONES) - O governo da Malásia não espera saídas significativas de recursos a partir de 1 de setembro, quando os investimentos estrangeiros feitos antes de 15 de fevereiro poderão deixar o país sem pagar um imposto sobre saídas. O Banco Central informou ainda que não serão aplicadas novas restrições aos fluxos de capitais se a entrada líquida de recursos se mantiver. O comunicado foi divulgado ontem pela agência de notícias do governo Bernama.
O Conselho Nacional de Ação Econômica estima que o fluxo de saída referente à repatriação das carteiras de investimentos estrangeiros ficará entre US$ 5 bilhões e US$ 7 bilhões. As reservas internacionais de US$ 31,7 bilhões, suficientes para financiar quase sete meses de importações, mostram que o país poderá suportar potenciais saídas de capitais, acrescenta o comunicado.
O governo acredita, no entanto, que "qualquer movimento de saída será temporário", diante dos fundamentos econômicos positivos e da reinclusão da Malásia nos índices internacionais de capitais da Morgan Stanley a partir de fevereiro do ano 2000. Economistas ouvidos pela agência Dow Jones estimam que a economia da Malásia cresceu cerca de 3,5% no segundo trimestre. O dado oficial será divulgado esta semana.
Os controles de capitais impostos pelo governo no dia 1 de setembro de 1998 incluíram restrições às transações de câmbio e fixaram a taxa da moeda, o ringgit, em 3,80 por dólar. Os controles também aplicaram uma "quarentena" de 12 meses à saída de investimentos estrangeiros. Posteriormente, a medida foi alterada, permitindo-se a retirada dos investimentos após o pagamento de um imposto. Além disso, o governo isentou do imposto sobre saída os investimentos em imóveis e os juros sobre bônus.

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