Malária terá combate permanente
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sexta-feira, 06 de dezembro de 2002
Lígia Formenti<br> Agência Estado 
Brasília - O número de casos de malária na Amazônia Legal teve uma redução média de 50% nos últimos dois anos, segundo dados divulgados pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa). A diminuição foi resultado de um programa específico para o combate à epidemia, iniciado em 2000. O projeto foi desencadeado em resposta a uma explosão da doença, registrada a partir de nos anos de 1998 e 1999. Na época, calculava-se que se nada fosse feito haveria atualmente 1,5 milhão de pessoas infectadas.
Para evitar um novo crescimento na epidemia, a Fundação Nacional de Saúde anunciou a criação de um programa permanente da doença, que deve começar a partir do próximo ano. ''Qualquer relaxamento no trabalho de prevenção provocará um aumento do número de casos, como ocorreu em 1998'', avisa o coordenador nacional do Plano de Intensificação de Controle da Malária na Amazônia Legal, José Lázaro Ladislau.
''Não podemos erradicar a malária no País, mas é possível diminuir o número de infecções e, principalmente, de mortes da doença'', afirma. O trabalho feito pelo programa baseou-se na descentralização da prevenção, diagnóstico e tratamento da doença. No período, o número de postos passou de 1.180 para 2.200. ''Eles foram instalados em locais estratégicos, próximos dos pontos de epidemia'', afirma Ladislau. Todos sob responsabilidade dos municípios.
O coordenador reconhece, porém, que a descentralização, sozinha, não é garantia de trabalho bem conduzido. Um exemplo recente é a dengue. O combate à doença é municipalizado, mas, por problemas de aplicação de recursos e de fiscalização, o número da doença aumentou de forma significativa nos últimos dois anos. ''Para evitar problemas, aumentamos a fiscalização e contamos com a colaboração do Ministério Público.'' Ladislau afirma que a meta é intensificar a redução do número de casos da doença. Em 2001, morreram 129 pessoas de malária. Redução significativa quando comparada ao ano de 2000, 242 mortes. Mas próxima do que havia sido resgistrada em 97, 147 mortes.


